sábado, 28 de maio de 2011

O Teu Sorriso


Nele vejo a doce canção do mar
e a ténue neblina da inspiração divina
como se estivesse a dançar, com a Lua...
como se estivesse a parar, o mundo...
como se estivesse a escutar, o infinito...

Nele sinto os lençóis de uma cama
onde foi derramado açúcar diamantes
como se estivesse o luar, a dançar,
como se estivesse o mundo, a parar,
como se estivesse o Sol, a nascer,
como se estivesse o ódio, a morrer...

Nele tocas viola aos deuses,
nele tocas os deuses com a morte,
nele tocas os homens com a imortalidade.
Dele recebo um beijo às vezes,
dele recebo um abraço tão forte
e dele tenho sempre saudade.

Quinta-feira, 8 de Maio de 1997
SAC

sábado, 14 de maio de 2011

Este Poema É de Graça


Às vezes pergunto-me
quantas veias vale um coração.
Às vezes pergunto-me
quantas moedas vale um poema.
E logo respondo
que o coração sente sem veias
e que o poema sofre sem moedas.

O poema chora sem moedas.
O poema chora com moedas.
Mas com moedas choro eu
por ele também.

Por isso,
este poema é de graça,
este poema - oiçam bem - é de graça.

Aproveitem.

Poucos sentimentos
são desperdiçados desta maneira.

Segunda-feira, 13 de Outubro de 1997
SAC