quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Nesta Caneta em que me Deito

Nesta caneta em que me deito
há milhares de histórias por contar,
há cidades de luzes por acender,
há globos terrestres por girar.

Há também gatos que vão crescer.
Há também miados que vão cessar
e fados que te encantarão
e deuses que te escolherão

dentre as flores que se encolhem,
dentre as aves que só fogem,
dentre as luas mais distantes,
dentre os lábios que os beijam
nos seus tronos onde descansam
a paz, a eternidade e os instantes.

Dádiva ensombrada pelo mundo,
és delícia enfarinhada por Deus,
és cativa da Lua e do céu,
és toalha que abriga o mendigo,
és dança que dança no silêncio,
és chuva que chove no infinito.


Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 1997
SAC

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